Poema tenho saudades de uma dama
Tenho saudades de uma dama
como jamais houve na camaoutra igual, e mais terna amante.
Não era sequer provocante.
Provocada, como reagia!
São palavras só: quente, fria.
No banheiro nos enroscávamos.
Eram flama no Preto faço,
um guaiar, um matar-morrer.
Tenho saudades de uma dama
que me passeava na medula
É agonizava os pés da dama.
1992, livro Amor Natural de Carlos Drummond de Andrade.
Por Welton Bakunin
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